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Nova Petrópolis é referência em fitoterapia no Rio Grande do Sul há uma década
A implantação da fitoterapia na atenção básica é um dos grandes diferenciais que Nova Petrópolis oferece à comunidade. O Município foi um dos pioneiros no Rio Grande do Sul ao instituir o Programa Municipal de Plantas Medicinais, em 2007. Atualmente, uma média de duas cidades por mês visitam Nova Petrópolis para conhecer o método que o Município aplica na realização do programa.
Nova Petrópolis acredita na potencialidade das plantas medicinais e divide os conhecimentos na área com outras cidades para fomentar a utilização dos chás medicinais. O Município será representado pela diretora dos Programas de Saúde Comunitária de Nova Petrópolis, farmacêutica Caroline Drechsler, na 11ª Reunião Técnica Estadual de Plantas Bioativas e 1ª Feira da Agrobiodiversidade, que ocorre de 26 a 28 de setembro, em Erechim. No dia 27, às 9h30min, a farmacêutica Caroline palestrará no evento, falando sobre o Programa Fitoterapia na Atenção Básica de Nova Petrópolis.
A secretária Municipal de Saúde e Assistência Social, Andréia Siqueira Frota, destaca que a representação de Nova Petrópolis em eventos firma a posição de referência na condução de suas políticas públicas de saúde, principalmente no que se refere ao uso de plantas medicinais. “Há pelo menos uma década o trabalho é desenvolvido com comprometimento e seriedade e esse compromisso eleva o nome de Nova Petrópolis na área da saúde tornando-a modelo para outros Municípios”, enaltece a secretária Andréia.
O Programa Municipal de Plantas Medicinais constitui-se na entrega de dez tipos de plantas medicinais na forma de chás aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), nas farmácias das sete Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Nova Petrópolis. As plantas medicinais são produzidas de forma sustentável no Município e o cultivo, a colheita, o preparo e a embalagem dos chás são desenvolvidos no Centro de Treinamento de Produtores de Nova Petrópolis (CETANP), por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a EMATER/ASCAR.
“O programa é mais do que uma ação de política pública de saúde, legislada e consolidada. O projeto surgiu da cultura local com a população repetindo uma prática dos antepassados de cultivar plantas que caracterizavam as hortas domésticas em farmácias vivas, capazes de oferecer saúde e bem-estar às pessoas de forma natural. O programa oportuniza à comunidade de Nova Petrópolis o acesso aos chás com embasamento medicinal”, explica a secretária de Saúde e Assistência Social, Andréia Siqueira Frota.
Segundo explica a diretora dos Programas de Saúde Comunitária de Nova Petrópolis, farmacêutica Caroline Drechsler, “as plantas medicinais são distribuídas nas UBSs e utilizadas de forma caseira como alternativa terapêutica, promovendo a legitimação do conhecimento popular, proporcionando desenvolvimento sustentável e contribuindo para o plano de conscientização sobre o uso demasiado de medicação sintética”.
Camomila, Espinheira Santa, Estévia, Guaco, Hipérico, Marcela, Malva, Maracujá, Melissa e Quebra-pedra são as plantas medicinais que integram o elenco do programa Municipal. Todos os chás têm indicação de uso e são utilizados para tratamento de ansiedade, insônia, distúrbios digestivos, depressão leve, tosse, resfriado, como anti-inflamatório, entre outros.
A dispensação dos chás ocorre por meio de receita médica ou odontológica, que é feita pelos médicos baseada em um Memento Técnico elaborado pela Equipe de Fitoterapia. “Os chás podem ser prescritos associados ao uso de fármacos da medicina convencional, pois, nem sempre se pode tratar enfermidades unicamente com as plantas medicinais. O que se observa é que, dependendo da patologia, o tratamento pode ser inicialmente feito com o uso dos chás. Os médicos que prescrevem as plantas medicinais monitoram o paciente e avaliam a evolução do quadro clínico”, explica a farmacêutica Caroline.
Paralelamente à entrega das plantas medicinais, ocorrem cursos de capacitação no CETANP na área de plantas medicinais, condimentares e aromáticas destinados aos servidores da área da saúde, produtores rurais e demais interessados. Após passarem pelo processo de capacitação, os agentes comunitários de saúde transmitem à comunidade informações sobre a fitoterapia, durante visitas domiciliares, auxiliando a população na diferenciação das plantas medicinais, no modo de uso, no armazenamento correto e na posologia (dosagem) indicada. “O processo de trabalho ocorre de forma interdisciplinar com apoio multiprofissional, fato que fortalece as práticas integrativas e complementares no âmbito do SUS”, declara a secretária de Saúde e Assistência Social, Andréia Siqueira Frota.